Ela te traiu? a culpa é sua mermão!

Desculpe, mas já que você está me perguntando eu vou ter que falar. Você traiu muito antes e muito mais do que ela. Não, não estou falando de culpa, mas de fatos. Essa menina era apaixonada por você como ninguém. Não te trocava nem por um passeio no shopping com direito a compras patrocinadas pela mãe. Entre nós, você a empurrou do trem. Primeiro acostumou ela com café da manhã na cama, bandeja com flor e bom dia com direito a declaração de amor. Depois começou a levantar mais tarde, sair de casa correndo, e sempre com aquela cara de mau humor. Bom dia? Bom dia pra quem? Quando estavam juntos era só ela que estava com você. Tentava desabafar e você preocupado em trocar o seu avatar. Você brigava por causa das amigas dela. Ela bem que tentou resistir, mas de tanto você insistir, acabou pouco a pouco se afastando das festinhas, dos jantarzinhos, e das tardes de tricotagem. Para ficar contigo se afastou do mundo. Depois vem você com esta história de liberdade, de clube do bolinha, que em minha opinião está mais para clube do bolhinha. O fato é que cada vez mais você foi deixando ela sozinha. E não me fale mais que você escolheu a pessoa errada, você foi se transformando num canalha. Ela te chamando para deitar e você na internet vendo mulher pelada, enquanto isso ela no quarto, pondo a roupa toda decepcionada. Será que ainda não percebeu que você a traiu de todas as formas, transformando uma relação que era quente de paixão em uma coisa morna? Me fale, qual o chocolate que ela mais gosta? E a flor, qual é a preferida dela? Há quanto tempo você não pede para o garçom trazer o presente dela de surpresa na mesa? O que, nem no restaurante você leva mais ela? Beleza….! Lembra que ela te pediu para baixar aquelas músicas na internet? Então, você não baixou, claro, mas ao menos se lembra que estilo de música que ela mais gosta? Não cara, agora é bossa nova. Na boa, você perdeu esta mulher a toa. Ela não acha graça nas piadinhas que você faz sobre as meninas da TV, não se sente atraída pelo terrível hálito de cabo de guarda chuva que você vai se deitar depois de ter ingerido quilos de cerveja com torresmo no bar, e nem tem tesão em ficar ouvindo suas mentiras e histórias machistas sobre a malandragem masculina: Malando é malandro e mané é mané, pode crer que é. Você vê? O problema não começou com a traição, e sim com a solidão. O que você não esperava, e também não acreditava, é que ia chegar um bonitão, olhando para ela da mesma forma que ela vê você olhando para a televisão. Ela aceitou um café, ele abriu a porta do carro e ajudou ela a descer pegando em sua mão. É assim cara, sempre vai ter um espertalhão disposto a preencher os espaços de um coração. Mesmo que isto seja só para sedução. Seduziu, aí traiu. Gentileza e fino trato. E para piorar levou ela naquele motel mais caro da cidade. É, aquele que ela vivia falando que tinha vontade de conhecer, mas que você nunca viu necessidade, julgava um gasto banal, afinal, ultimamente o sofá da sala para você já era uma aventura sem igual. É compadre, ele conversou com ela sobre música, teatro, cinema e vida profissional. Passou longe da sua cueca no varal. Quer saber o pior, trair não foi nada. Ela se apaixonou mesmo pelo cara.

Para sempre em meus olhos

Me custa a confessar o quanto eu amo você, porque é algo que quero renegar até a morte. Talvez por ferir o meu ego, por demonstrar quem sabe uma fraqueza minha. Mas cada vez que eu vejo você, há uma batalha dentro de mim, são os meus pensamentos, as recordações que se enfrentam como em um ringue onde um deseja nocautear o outro. É o meu coração que fica flertando com a minha razão, tentando convencê-la que você deve ficar. Eu tento me convencer, inultimente, que você não era para mim. Mas eu, sinceramente, só quero acreditar que a gente nasceu uma para a outra. Que os teus braços ainda têm o formato do meu corpo e que eles vivem me esperando para um abraço. Que você ainda beijará os meus olhos como fazia antigamente e me chamará de “Olhos de jabuticaba” como sempre fazia. Mas isso não irá acontecer.
O que me apavora não é a distância entre nós e muito menos não estar com você. É saber que a qualquer momento nós vamos nos perder para sempre, seguiremos caminhos distintos, formaremos uma família. E o que me deixa nervosa é a possibilidade de entregar meu coração a alguém e você continuar aqui dentro do peito. Não quero que isso aconteça, mas me recuso a te despejar. O que acontece comigo, menina? Queria conter meu coração que tenta sair pela boca cada vez que te vejo, queria conter os meus olhos que te seguem sem nenhum pudor quando você está com ele, mas infelizmente os meus instintos são mais ávidos que minha sensatez.
Eu queria, menina, dizer que pouca coisa mudou desde que deixamos de ser. Acredito que o sentimento apenas amadureceu e a vontade tenha aumentado um pouquinho também. Aquela vontade de ficar abraçado olhando para o céu por sobre os teus ombros, da tua voz me chamando de menina maluquinha, de você dizendo que ficaríamos juntas para sempre. Eu sei que nunca mais seremos nós novamente, até mesmo porque apesar de te querer eu não te quero, entende?! Só quando eu te vejo é que esse desejo acentua. E confesso, que longe, você não me é mais apetecível. Eu só queria convencer às lembranças a se aposentarem, daí jamais voltaria a ter um vestígio de ti em meus pensamentos.

Tristeza

Hoje, corri para fora de casa, e tampei meus olhos, e fingi não ver mais uma vez aquela cena. Sou tão pequena, mas sou grande o suficiente para entender que mamãe e papai não se dão bem por minha culpa. E tudo sempre cai em minhas costas. Às vezes, à noite, eu penso em fugir. Mas fugir para onde? Além do mais, mamãe sentiria minha falta, assim como eu sentiria a dela. Mesmo que sempre a visse chorando, na maioria das vezes por culpa do meu pai que sempre me desprezava. Eu a amava e eu o amava e muito. Desde muito nova, sempre fui acusada de erros de meus pais, por eu ser um descuido, por não me quererem, e me pergunto o porquê. Peço a Papai do Céu, que um dia, o meu pai me ame de verdade, e que eu possa deixar de fingir que meus bonecos sejam o pai que nunca tive. O pai que conversa, que brinca comigo e que me ame. Eu nunca entendi os adultos, nunca entendi as razões da vida de alguém, nunca pude saber se eles sentem amor. Porque às vezes é tão difícil conviver com eles? Porque tudo sempre acaba em lágrimas? Porque alguém tem sempre que sofrer? Desde pequena, aprendo que a vida é complicada, até para uma criança. Nunca em minha vida tão curta, tive tanta vontade de chorar, de pensar que tudo o que eu amava havia se destruído. Foi então que, destampei meus olhos, cessei minhas doces lágrimas, e corri até minha mãe, e jurei que dali pra frente, dias melhores virão.

Tá difícil sem você, Não consigo entender, É a primeira vez, O tempo não curou, Outras vezes já sofri Por amores que vivi, É a primeira vez E só aumenta a dor. Quando toca o telefone eu lembro, Quando estou na rua eu lembro

Tento e não consigo te esquecer, Nunca sofri tanto tempo, Tanto amor jogado ao vento, Me perdi por dentro de você. Quantas vezes te liguei e não falei, Quantas noites te escrevi depois rasguei, Tanto amor não é em vão, Nunca por ninguém chorei, Mas viver a vida sem você, não sei. Quantas noites te escrevi depois chorei Quantas vezes te rasguei depois liguei Tanto amor em vão, Viver a vida sem você, não sei. Tudo na primeira vez que eu chorei.

Se eu fosse um garoto…

Eu amaria apenas uma mulher e faria de tudo para não magoá-la. Eu diria, incansavelmente, que os momentos com ela são perfeitos. Porque eu sei como machuca não dar importância a pequenos momentos. Mas eu sou apenas uma garota ferida. Eu seria um típico romântico a moda antiga, mas não do tipo clichê. Eu mandaria flores e bombons, escrevia cartas e espalharia bilhetes pela casa.
Se eu fosse um garoto eu jamais diria palavras duras, não usaria os seus corpos como se usa uma roupa e logo se troca. Eu não entraria em um relacionamento se não tivesse certeza que poderia de, alguma forma, retribuir o sentimento. Eu não beijaria a boca de quem me ama, somente porque ela é bonita.
Eu não teria várias namoradas, me dedicaria a apenas uma, e tentaria ser o melhor homem. Eu levaria filmes aos finais de semana e comeria pipoca com brigadeiro, essa coisa porca que elas adoram, somente para satisfazê-la. Eu a escutaria falar sobre o dia terrível de serviço, sobre os sonhos de ter uma vida profissional brilhante, eu leria os seus textos e até falaria sobre o futuro com ela.
Se eu fosse um garoto eu terminaria o namoro da forma mais digna possível. Jamais diria a ela: “você merece coisa melhor, o problema sou eu e não você”. Não a deixaria pensando mil coisas, sofrendo, para que depois ela descobrisse que eu a havia traído. Eu não diria que a amo até ter certeza. Não ocuparia um lugar em que eu tivesse certeza que abandonaria a qualquer momento. Daria a liberdade a ela.
Se eu fosse um garoto seria mais humano e não colocaria o seu coração em um moedor de carne. Fecharia os olhos diante das amigas delas, não teria vontade de pegar a irmã dela. Porque eu saberia como dói uma traição desse tipo. Não esfregaria outra mulher em sua cara, para mostrar que ela me perdeu. Eu, acima de tudo, a respeitaria as lembranças passadas, como amiga, namorada e mulher.
Apenas se eu fosse um garoto.
  • Nota: este texto foi retirado do Blog http://pe-da-cos.blogspot.com/ não quero ser acusada de plagio. todos os textos retirados da net estarão na tags não meus recomendo crédito a todos até pq vc não gostaria que uma pessoa se apossasse do que é seu!!!